09/07/2021

Open banking: etapa de implantação começa na próxima semana

A iniciativa prevê o compartilhamento de dados cadastrais de clientes entre instituições bancárias, mediante prévio consentimento

A partir do da próxima quinta-feira (15) começa a primeira fase de implantação do open banking. A ferramenta vai permitir o compartilhamento de dados cadastrais e transações de clientes entre instituições bancárias.

De acordo com o Banco Central, a implantação do open banking será gradual. Nessa primeira fase serão compartilhados dados como nome do cliente, endereço, telefone, CPF e data de nascimento.

A partir de 30 de agosto, será feita a transação de dados entre instituições referentes à transação de pagamentos de Pix, eventualmente evoluindo para outros arranjos e outros serviços.

A partir de 15 de dezembro, haverá o compartilhamento de dados de produtos financeiros relacionados a câmbio, credenciamento, seguro, investimento e previdência complementar aberta.

Open banking

O Open Banking ou sistema financeiro aberto é a possibilidade de clientes permitirem o compartilhamento de dados pessoais e do histórico financeiro entre diferentes instituições bancárias autorizadas pelo Banco Central. É um serviço criado para simplificar as relações entre bancos e clientes; padronizar o processo de compartilhamento de dados no Sistema Financeiro Nacional; ampliar a competitividade; e baratear serviços.

Segundo o Banco Central, o Open Banking nada mais é do que reconhecer que o consumidor tem o controle e a posse dos dados pessoais. É a padronização do processo de compartilhamento de dados e dos serviços financeiros. É a possibilidade de entregar serviços customizados a diferentes perfis de consumidores.

Atualmente, as instituições financeiras não têm acesso ao relacionamento do cliente com outro banco, por exemplo. Com o Open Banking, depois da permissão do correntista, as instituições se conectam diretamente por meio de plataformas e acessam exatamente os dados autorizados pelos correntistas. Um banco poderá compartilhar com outro se aquele cliente é um bom pagador e se usa ou não o cheque especial. Ou seja, com a chegada desse novo serviço, as informações pessoais de um cliente, que são tão valiosas para os bancos, poderão ser usadas por outras instituições financeiras, de modo a favorecer e beneficiar o próprio cliente.

“Isso vai fazer com que os preços dos serviços e produtos caiam. A gente vê que grande parte hoje ainda da composição do spread bancário [a diferença entre os juros que os bancos pagam quando você investe seu dinheiro, por exemplo, ao colocar suas economias na poupança ou aplicá-las em produtos de renda fixa, e os juros que os bancos cobram quando você faz um empréstimo ou um financiamento] está associado a conhecer o cliente, a não conhecer as garantias e as qualidades que são oferecidas por parte do cliente”, explicou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

Todo esse processo, de acordo com o Banco Central, é feito em um ambiente seguro e a permissão poderá ser cancelada pelo cliente a qualquer momento.

Benefícios do Open Banking

Segundo o Banco Central, são diversos os benefícios gerados pelo Open Banking. Ele ajudará a incentivar a inovação e o surgimento de novos modelos de negócio que oferecem aos clientes uma experiência fácil, ágil, segura e conveniente. Isso favorece a inclusão e educação financeiras da população. Alguns dos benefícios:

– Novos modelos de negócio;

– Consumidor no centro;

– Maior transparência;

– Portabilidade de relacionamentos entre instituições; e

– Controle sobre as finanças.

“Teremos produtos com custos mais baixos e produtos mais desenhados para as necessidades dos clientes, com preços menores e com inclusão. A gente também acredita que o Open Banking vai gerar novos modelos de negócios ao longo do tempo e intensificação da concorrência”, finalizou o presidente do Banco Central.

Com informações do Gov.br

 

Matéria originalmente publicada em Contábeis, por Danielle Nader.